É chegada a hora!

segunda-feira, 14 de junho de 2010 | Published in | 0 comentários

Fernando Flessati*

A expressão “consultor de saúde” nos remete ao especialista que nos orienta na compra, utilização, troca e às vezes na rescisão do plano de saúde médico e odontológico. Errado! Seu campo de atuação deveria prever outras atividades adicionais – como o conhecimento da rede de serviços, da rede de apoio e atendimento, do preço, prazo e serviços, das estatísticas de aprovação dos órgãos de defesa do consumidor −, para recomendar ao cliente a melhor escolha do plano odontológico e de assistência médica.

Graças a Deus, a profissão de consultor, que já foi confundida com a de corretor de seguros, com a do vendedor porta a porta e chamada de assessor no passado, hoje é percebida como fundamental na orientação, no conhecimento da qualidade e vocação das redes de atendimento, nas facilidades de acesso a internação, consulta e exames.

Com o surgimento de novas tecnologias para diagnóstico e tratamento, o papel do consultor se revela especial para orientar, divulgar, oferecer e negociar novos serviços que o mundo atual requer, como banco de cordão umbilical, banco de sêmen, exames investigativos de DNA, agenciamento de transportes, tratamentos de alívio do estresse e tratamentos no exterior. Todos os serviços inseridos na modalidade contratos da área de saúde que disputam espaço no mercado representam uma nova especialização para a atividade do consultor.

Vou mais longe: o novo consultor de que o mercado precisa deveria participar até mesmo do debate sobre as tabelas de preços de todos os serviços e ter seu próprio ranking de qualidade dos planos de saúde. Por que não?

Em nosso setor de trabalho, o mercado, operadores, reguladores e fornecedores, todos precisam do consultor. Por outro lado, todas as novidades, leis, tecnologias exigem que o consultor esteja atualizado para oferecer sua recomendação. Que ele use novos meios para manter sua rede de conhecimentos e interagir com ela. Que informe através da transparência da web, que responda rapidamente às novas realidades. Enfim, todos os segmentos procuram pelo NOVO CONSULTOR.

Nesse quadro, a cada dia fica mais clara a necessidade da institucionalização da profissão de consultor, agora finalmente preenchida com a constituição do Sindplan, o Sindicato dos Consultores de Planos de Saúde e Odontológicos do Estado do Rio de Janeiro.

Sindicalizar-se é constituir uma identidade, é lutar por uma realidade melhor. Por remuneração mais justa, por qualidade de trabalho, por novas e melhores atividades. Basta tomar por base os sindicatos que operam nas mais variadas áreas e apontar as conquistas sociais, profissionais e trabalhistas advindas dessa modalidade.

A criação do Sindplan, com uma grande quantidade de serviços oferecidos, vem ao encontro da profissão de consultor e da representação junto aos outros atores do setor. Vem fortalecer uma camada de trabalhadores que não tinham espaço e identidade.

Por tudo isso e por muito mais, chegou a hora do novo consultor e do Sindplan.

*Professor e consultor de Administração e Marketing

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